2019-05-16 07:59:00
Entidades querem construir nova maternidade
“Precisamos aprender e nos acostumar a cuidar daquilo que é nosso, sem esperar muito do poder público, que está cada vez mais complicado. A exemplo do que foi com a penitenciária de Rio Verde, vamos reformar e construir outra Maternidade para as mulheres da região.” Katiuscia Romano, advogada.
Em entrevista exclusiva ao Jornal O Espaço, Katíuscia da Silva Romano, advogada, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Voluntariado da OAB/Rio Verde e, presidente da Associação Advogados do Bem, fala do desafio dessas entidades para fazer a reforma da Maternidade e a construção de novo prédio
O Espaço – A senhora assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Voluntariado, da OAB, subseção de Rio Verde. A senhora já tem experiência nesse setor? Quais são os desafios desse cargo?
Katíucia Romano – Eu já participava da Comissão da Mulher na seccional do Estado de Goiás, inclusive, ajudamos a trazer para Rio Verde a Maria da Penha, a Patrulha e o Botão do Pânico, que me permitiram acumular experiências com esse trabalho. Agora estou com mais esse desafio, que é fruto de um projeto idealizado pelo presidente da seccional Rio Verde, o doutor Alessandro Gil, da Associação Advogados do Bem, da qual, juntamente com eles, também sou fundadora.
Os desafios são inúmeros e muitas vezes aparecerem por acaso. No caso da construção da Maternidade Augusta Bastos, fui procurada pelo doutor Claudenir Sousa, que também é um dos fundadores da Advogados do Bem, para dar uma ajuda na reforma da maternidade, foi quando não apenas me prontifiquei para isso, como reuni com a Diretoria da OAB Rio Verde e também com a Associação Advogados do Bem, além do nosso pessoal da Comissão.
Em reunião, tomamos conhecimento do estado de conservação do prédio da maternidade, que está em péssimas condições, pois trata-se de um prédio construído há 80 anos e se decidíssemos fazer apenas uma reforma, iríamos encontrar mais problemas à medida que essa reforma avançasse. Por isso, em conjunto e por unanimidade de aprovação, decidimos a fazer uma reforma mínima e construir outro prédio para a Maternidade.
A Maternidade Augusta Bastos é uma associação e atende cerca de 17 municípios vizinhos e seus distritos, portanto, muito importante, principalmente, porque atende os mais carentes e é cem por cento pelo Sistema Único de Saúde SUS. Além do mais, os problemas enfrentados pela maternidade não são apenas com a falta de segurança do prédio, que inclusive, só permanece atendendo por causa de “vista grossa” da fiscalização; também está com 350 mil reais de energia em atraso.
Creio que teremos que ter a mesma conduta que tivemos ao assumir a construção do Presídio, já que o poder público está desviando dessa responsabilidade. A Maternidade é um patrimônio dos rio-verdenses e não poderemos deixar que o pior aconteça, por isso, aceitamos mais esse desafio, principalmente, porque conheci outras cidades nas quais a população e seguimentos da sociedade estão assumindo a responsabilidade de melhorara da qualidade de vida de todos.
Katíucia Romano – Eu já participava da Comissão da Mulher na seccional do Estado de Goiás, inclusive, ajudamos a trazer para Rio Verde a Maria da Penha, a Patrulha e o Botão do Pânico, que me permitiram acumular experiências com esse trabalho. Agora estou com mais esse desafio, que é fruto de um projeto idealizado pelo presidente da seccional Rio Verde, o doutor Alessandro Gil, da Associação Advogados do Bem, da qual, juntamente com eles, também sou fundadora.
Os desafios são inúmeros e muitas vezes aparecerem por acaso. No caso da construção da Maternidade Augusta Bastos, fui procurada pelo doutor Claudenir Sousa, que também é um dos fundadores da Advogados do Bem, para dar uma ajuda na reforma da maternidade, foi quando não apenas me prontifiquei para isso, como reuni com a Diretoria da OAB Rio Verde e também com a Associação Advogados do Bem, além do nosso pessoal da Comissão.
Em reunião, tomamos conhecimento do estado de conservação do prédio da maternidade, que está em péssimas condições, pois trata-se de um prédio construído há 80 anos e se decidíssemos fazer apenas uma reforma, iríamos encontrar mais problemas à medida que essa reforma avançasse. Por isso, em conjunto e por unanimidade de aprovação, decidimos a fazer uma reforma mínima e construir outro prédio para a Maternidade.
A Maternidade Augusta Bastos é uma associação e atende cerca de 17 municípios vizinhos e seus distritos, portanto, muito importante, principalmente, porque atende os mais carentes e é cem por cento pelo Sistema Único de Saúde SUS. Além do mais, os problemas enfrentados pela maternidade não são apenas com a falta de segurança do prédio, que inclusive, só permanece atendendo por causa de “vista grossa” da fiscalização; também está com 350 mil reais de energia em atraso.
Creio que teremos que ter a mesma conduta que tivemos ao assumir a construção do Presídio, já que o poder público está desviando dessa responsabilidade. A Maternidade é um patrimônio dos rio-verdenses e não poderemos deixar que o pior aconteça, por isso, aceitamos mais esse desafio, principalmente, porque conheci outras cidades nas quais a população e seguimentos da sociedade estão assumindo a responsabilidade de melhorara da qualidade de vida de todos.
O Espaço – Como foi tomada a decisão de se promover o leilão e como está sendo vista essa atuação de vocês, por parte da sociedade rio-verdense?
Katíucia Romano – Convocamos uma reunião e chamamos um representante da Prefeitura; entrou também o pessoal do Rotary Clube, o Sindicato Rural e Câmara dos Vereadores. Formamos uma representação e procuramos os nossos três deputados estaduais e, recebemos o apoio de todos eles. O Karlos Cabral nos ajudou a resolver o problema da energia em atraso; o Luciano Guimarães disponibilizou o Parque de Exposições para realizarmos o evento; conseguimos também quem cedeu as panelas e os cozinheiros... Teve muitas outras pessoas que nos ajudaram e não teríamos como elencar um a um, agora, mas, o importante é que tudo deu certo. Nós realizamos no último dia 4, o leilão e o almoço, com tudo doado, porque a sociedade abraçou a causa da maternidade.
Até o momento, já conseguimos mais de 30 mil reais, porém, devo ressaltar que com os recursos que conseguimos, vamos fazer os reparos necessários para que a maternidade continue atendendo. Com relação a construção do outro prédio, será outra história, inclusive, o Banco Sicoob abriu uma conta para que as pessoas possam fazer suas doações a partir de um real.
Katíucia Romano – Convocamos uma reunião e chamamos um representante da Prefeitura; entrou também o pessoal do Rotary Clube, o Sindicato Rural e Câmara dos Vereadores. Formamos uma representação e procuramos os nossos três deputados estaduais e, recebemos o apoio de todos eles. O Karlos Cabral nos ajudou a resolver o problema da energia em atraso; o Luciano Guimarães disponibilizou o Parque de Exposições para realizarmos o evento; conseguimos também quem cedeu as panelas e os cozinheiros... Teve muitas outras pessoas que nos ajudaram e não teríamos como elencar um a um, agora, mas, o importante é que tudo deu certo. Nós realizamos no último dia 4, o leilão e o almoço, com tudo doado, porque a sociedade abraçou a causa da maternidade.
Até o momento, já conseguimos mais de 30 mil reais, porém, devo ressaltar que com os recursos que conseguimos, vamos fazer os reparos necessários para que a maternidade continue atendendo. Com relação a construção do outro prédio, será outra história, inclusive, o Banco Sicoob abriu uma conta para que as pessoas possam fazer suas doações a partir de um real.
O Espaço – Quais são as entidades que estão apoiando a reforma e construção da nova maternidade?
Katíucia Romano – Nós decidimos criar um comitê e demos o nome de Comitê de Inteligência Social, já que estão incluídos a OAB, a Advogados do Bem, o Sindicato Rural, a Prefeitura, a Câmara Municipal, o Rotary Clube e pessoas do povo.
Katíucia Romano – Nós decidimos criar um comitê e demos o nome de Comitê de Inteligência Social, já que estão incluídos a OAB, a Advogados do Bem, o Sindicato Rural, a Prefeitura, a Câmara Municipal, o Rotary Clube e pessoas do povo.
O Espaço – Mas existe espaço naquela quadra para a construção de outra maternidade?
Katíucia Romano – Sim! Tem muito espaço, inclusive, o projeto já está pronto, e poderá ser efetivado com um montante de cerca de 7 milhões de reais. Para conseguirmos esse número, vamos começar a trabalhar, buscando ajuda dos municípios que são beneficiados pela maternidade; vamos continuar recebendo doações do povo e das entidades; vamos procurar também conseguir receber os repasses dos termos de ajustes feitos pela justiça, entre outros... A maternidade pode receber doações de empresas de qualquer localidade. O Espaço – O que você gostaria de dizer para a comunidade e para aqueles que podem doar para esse projeto social?
Katíucia Romano – Gostaria de dizer que precisamos aprender e nos acostumar a cuidar daquilo que é nosso, sem esperar muito do poder público, que está cada vez mais complicado. É claro que precisamos da política e dos políticos, tanto, que nossos três deputados já se uniram para buscar verbas para a maternidade; já temos deputado federal trabalhando também para nos ajudar com pedido de emenda de verba orçamentária. Estamos trabalhando e precisamos de toda a ajuda possível.





