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2019-07-14 19:59:00

Comigo comemora 44 anos com investimentos

A COMIGO inaugurou no último dia 6, em Rio Verde, mais uma loja. Agora, de máquinas e implementos agrícolas. O investimento proporcionou uma ampliação da área de exposição de produtos e serviços, assim como maior conforto e acessibilidade ao produtor rural cooperado. Na data, também foi comemorado os 44 anos da cooperativa.

Em entrevista exclusiva ao Jornal O Espaço, empresário, produtor rural e presidente da COMIGO, Antônio Chavaglia, fala sobre os 44 anos da COMIGO, da inauguração da nova loja que vai atender os produtores nas áreas de máquinas e implementos agrícolas, e ainda, da política econômica do Brasil

   O Espaço – A COMIGO está completando 44 anos e em um período de crise, inaugura mais uma loja. Como o senhor explica isso?
     Antônio Chavaglia –
Isso tudo é resultado de 44 anos de muito trabalho com responsabilidade e com o objetivo de atender as necessidades dos produtores rurais. Devido aos bons resultados que sempre temos alcançado a cada ano, o aumento do número de associados é cada vez maior e também aumenta o número de municípios que querem aderir ao nosso cooperativismo.
   Nossos objetivos combinados com uma diretoria e equipes envolvidas em fazer o trabalho necessário para o desenvolvimento da agroindústria, dando suporte aos setores e as pessoas envolvidas no agronegócio, faz com que parte dos investimentos sejam para trazer aqui, mais essa loja para atender os produtores nas áreas de máquinas e implementos.
   
Mas o nosso trabalho é muito mais abrangente e temos investimentos maiores para possibilitar melhor prestação de serviços em diversos municípios, como nos armazéns, que é uma grande necessidade dos produtores. Também atuamos na parte de orientação técnica, insumos, temos mais de cem agrônomos e veterinários de campo; mais seis pesquisadores com doutorado para fazerem experimentos agropecuários na agricultura, sobre doenças de campo e muito mais. Então, tudo isso é motivo de alcançarmos mais credibilidade frente ao agricultor e a sociedade, o que traz resultados positivos.

     O Espaço – E sobre a geração de empregos?
    Antônio Chavaglia –
A geração de empregos é fantástica. Nos meses de janeiro, fevereiro e março, estávamos com mais de três mil funcionários registrados, mais de oitocentos terceirizados através dos sindicatos e na construção civil, mais quinhentos. No total, mais de quatro mil empregos, o que permite boa distribuição de renda, além de garantir receitas para o estado e os municípios, através das compras realizadas por esses funcionários.
   A título de informação, são mais de mil caminhões rodando todos os dias por conta da cooperativa, que juntados às contratações, geram um conjunto de fatores que contribuem muito para a região.
    Não é fácil gerir uma empresa no Brasil. Estamos passando por um ano difícil, mas estamos trabalhando com o objetivo de gerar rendas para os produtores e esperamos conseguir isso.

     O Espaço – Parece que o governo não apresentou nada que melhorasse a economia...
     Antônio Chavaglia –
Não! O governo apresentou! Agora, os deputados e senadores, que ainda trabalham colocando seus objetivos pessoais e individuais em primeiro lugar, estão travando a votação de projetos importantes no Congresso Nacional. Se não aprovarem a reforma da previdência e incluir os estados e municípios, ficando somente o governo federal fazendo a parte dele, os estados e municípios não vão dar conta de tocar a vida e vão quebrar. Existe uma irresponsabilidade muito grande no Congresso e por isso, os projetos não são votados.
     Tivemos aí uma questão sindical, sobre a não obrigação de o funcionário ser obrigado a pagar a contribuição, que passou da hora de votar. Venceu o prazo e não houve votação. Isso comprova a falta de responsabilidade, porque o projeto está lá há seis meses.
    O fato é que os eleitores precisam pressionar os deputados e senadores para eles trabalharem, caso contrário, o Brasil vai cair de cabeça para baixo e ninguém vai investir no País, principalmente, porque o risco de se investir no Brasil, pela incerteza que existe, é muito grande e o investidor não quer jogar dinheiro fora. Veja por exemplo, essa questão de tabelar frente. Isso não existe em lugar nenhum do mundo.
     Mas podemos dizer que o governo é novo e não avançou mais por falta de responsabilidade do Congresso.

      O Espaço – E sobre a Tecnoshow?
    Antônio Chavaglia –
A Tecnoshow é um fator importante e fundamental para a região na transferência de tecnologia. São muitos parceiros que fazem muitos experimentos e trazem novas cultivares, novas herbicidas e inseticidas, além de máquinas agrícolas, que é o mais importante, tanto para o grande quanto para o pequeno produtor, para grandes e pequenas empresas. Ela ajuda muito no sentido de permitir que o produtor conheça tudo isso sem precisar se deslocar a grandes distâncias para ter acesso a esses conhecimentos.
    Este ano tivermos uma festa fantástica, mas não sabemos se pode voltar a acontecer. Vai depender da rentabilidade do produtor no próximo ano.

Transcrição:
Divino Ramos