2020-05-01 08:00:00
Paulo do Vale constrói em 10 dias hospital de campanha com 100 leitos
Com recursos 100% do município, a prefeitura de Rio Verde construiu o HCamp, Hospital de Campanha, na região norte da cidade, para ser utilizado no atendimento dos casos da Covid-19. O custo aproximado foi de 2 milhões de reais. Além disso, todos os profissionais da saúde de Rio Verde foram capacitados e treinados sobre o vírus, desde o início da pandemia. As atividades têm sido desenvolvidas no Hospital Municipal Universitário (HMU), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e no HCamp. A humanização, empatia e trabalho em equipe, também fazem parte dos treinamentos.
O prefeito tem comparado o HCAMP a um seguro, ou seja, algo que você faz na esperança de não precisar usar, mas, caso seja necessário, ele dará todo o suporte. Quando passar a pandemia, toda a estrutura será aproveitada nos setores de Educação, Saúde e Assistência Social, assim como todos os equipamentos e mobiliários.
Sendo o prefeito de Rio Verde, médico, e, o secretário de saúde, atuante na prevenção de qualquer questão ligada a sua secretaria, o município saiu na frente no trabalho de prevenção e acompanhamento da pandemia da Covid-19, uma doença nova e perigosa, que afeta o mundo na atualidade.
Medidas preventivas foram tomadas imediatamente e a tempo, como o fechamento do comércio, de praças e parques. Os departamentos da prefeitura municipal, ligados à segurança e fiscalização ainda estão atentos e ajudando mais na educação e prevenção do que realmente, em aplicar multas. A guarda civil tem atuado para evitar aglomerações em determinadas localidades, e a fiscalização de postura, junto aos comércios. Normas técnicas são publicadas semanalmente, em relação ao funcionamento de bancos, supermercados e outros comércios.
O Hospital de Campanha foi construído e mobiliado com verbas 100% municipais, ao custo de R$ 2 milhões. Após a chegada dos módulos, toda a montagem demorou apenas uma semana. Foram contratados 100 profissionais: 68 técnicos de enfermagem, 15 médicos, 8 enfermeiros padrão, 4 fisioterapeutas, 4 farmacêuticos, 2 psicólogos e 2 assistentes sociais.
A unidade oferece 100 leitos de baixa complexidade e serve de suporte para o HMU, onde foram disponibilizados 46 leitos de enfermaria (média complexidade) e 36 de UTI (alta complexidade), para os pacientes com a Covid-19. O HCAMP, portanto, é um hospital de triagem, onde chegam os pacientes com sintomas do coronavírus, encaminhados das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e da UPA. Lá eles permanecem em observação por até 72 horas. Os pacientes que não evoluírem para quadros mais graves são encaminhados para o isolamento domiciliar, sendo monitorados pela Vigilância Epidemiológica. Os que apresentam complicações mais graves vão para o HMU.
A construção do HCamp foi de extrema importância para a principal etapa da flexibilização de abertura do comércio, que começou a vigorar a partir da última segunda (27), principalmente, porque com todo esse respaldo criado no atendimento da saúde pública do município, dá mais segurança para o possível aumento de infecções.
O prefeito Paulo do Vale, tem comparado o HCAMP a um seguro, ou seja, algo que se faz na esperança de não precisar usar, mas, caso seja necessário, ele dará todo o suporte. Porém, toda essa estrutura será aproveitada após a pandemia, na Educação, Saúde e Assistência Social, assim como os equipamentos e mobiliário.
O Secretário de Saúde, Eduardo Ribeiro, disse que “a obra começou no último dia 17 e, foi concluída em 10 dias, utilizando de uma estrutura já pronta, que é a escola de modulares da Creche Lázaro de Carvalho, onde já existia uma cobertura e outras instalações, e que, segundo avaliações, seria mais viável financeiramente para o município, inclusive, para o reaproveitamento de todos os materiais em diversos setores da administração, pois ele todo, é patrimônio do município. Esse, foi um investimento de R$ 1,350 milhões, somente nos módulos.”
Perguntado sobre a real necessidade desse investimento, no HCamp, sendo que o número de casos não foi alarmante na cidade, o Secretário respondeu que “é preciso dar segurança à população e, com a necessidade de se reabrir o comércio, gradativamente, diante da movimentação maior entre as pessoas, será muito provável que o número de infecções poderá aumentar e, neste caso, é preciso ter como atender todos os pacientes.”
O secretário enfatizou que apesar de todas as medidas tomadas pelo município, as pessoas não devem sentir-se seguras; precisam continuar usando máscaras, usar o distanciamento mínimo de proximidade e saírem de casa se realmente for necessário, independentemente da idade, de acordo com as normas do ministério da saúde, da secretaria estadual de saúde e da prefeitura municipal de Rio Verde, através do Centro de Operações de Emergência em Saúde (COES), que determina as ações da Covid-19. São eles que autorizam ou desautorizam o que quer que seja.
“Estamos acompanhando no Brasil, a explosão de casos da Covid-19, em municípios em que o comércio foi autorizado a abrir de forma indiscriminada, e agora, estão fechando, novamente, como é o caso da cidade de Goianésia, aqui em Goiás. Peço a todos que compreendam, que esse hospital é de média complexidade; tínhamos apenas 9 leitos de UTI, do município, agora, temos 36 leitos, com respiradores e tudo o mais. Trata-se de um hospital de passagem, a pessoa fica nele, entre 24 e 72 horas.” Finalizou o secretário, Eduardo Ribeiro.
Para dar entrada na Unidade, a pessoa deve ser encaminhada pela UPA ou UBS.
As pessoas que receberem a guia de encaminhamento para o hospital de campanha farão o teste de coronavírus, onde o paciente ficará sob observação da equipe médica por 48 horas e, se houver melhora no quadro clínico geral, ele pode ser liberado para isolamento em casa, onde continua sendo acompanhado pela Vigilância Epidemiológica. Se o quadro do paciente piorar, o HCamp pode fazer a transferência para o HMU, que possui aparelhos de alta complexidade, como respiradores eletrônicos.
Reportagem: Divino Ramos







