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2020-08-01 07:59:00

Júnior é a nova liderança de Caiapônia

“Caiapônia representa a décima primeira economia do Estado e estamos entre as cem maiores do Brasil. Vivemos em um município rico, mas a cidade e o povo estão empobrecendo, por falta de ação do poder público.” Disse Jurandyr Cândido Júnior, pré-candidato a prefeito de Caiapônia

Em entrevista exclusiva ao Jornal O Espaço, Jurandyr Cândido Júnior (PSB), lança sua pré-candidato a prefeito de Caiapônia. Ele foi vereador por dois mandatos, é agropecuarista e quer ser prefeito do município, para alavancar o progresso da região


   O Espaço – Por que o senhor quer ser prefeito de Caiapônia?
   Júnior – Esse meu desejo vem de uma consequência de situações. Eu já fui vereador por dois mandatos, na época que o Antônio Lari era prefeito, inclusive, foi um período em que o município experimentou um desenvolvimento reconhecido por todos. Ocorre que ao longo dos últimos oito anos, Caiapônia tem caminhado para trás, tem regredido de forma incompreensível, pois o município tem crescido economicamente, porém, a cidade não está desenvolvendo na mesma medida, inclusive, está se deteriorando, acabando...  nós formamos um grupo aqui, para apoiar o ex-prefeito Antônio Lari. Mas o fato, é que em função de problemas de saúde, ele desistiu da candidatura, assim, o que primeiramente me levou a decidir em ser candidato, foi que o grupo de companheiros que levantaram meu nome, por isso, aceitei. Na verdade, não tenho sonhos e muito menos vaidade em ser prefeito de Caiapônia, mas, vejo nesse momento, uma oportunidade de desenvolvimento extraordinário da cidade. 
   Tem uma pesquisa do Ministério da Agricultura, que separou os cem maiores PIBs do Brasil, levando em consideração o agronegócio, e Caiapônia está entre esses cem maiores municípios. Goiás colocou onze, e nós, somos a décima primeira economia do Estado e estamos entre as cem maiores do Brasil. Porém, de fato, moramos em um município rico, mas a cidade e o povo estão empobrecendo e, não temos visto nenhuma ação do poder público, no sentido de fazer com que essa riqueza que está sendo produzida no município, reflita na cidade e no padrão de vida da população. Por causa dessa situação, este é o segundo motivo pelo qual quero ser prefeito de Caiapônia.
   Hoje, sem sombras de dúvidas, temos o melhor projeto para a cidade, razões pelas quais, tenho animado a manter meu nome para a disputa.

   O Espaço – O senhor fez uma leve crítica a atual gestão. O que o prefeito atual não tem conseguido fazer e o que o senhor vai fazer de diferente?
   Júnior – Sim! Mas, quero estender minhas críticas ao prefeito do mandato anterior, também. Quando eu digo que temos um município rico, eu digo que essa riqueza vem do setor agropecuário. Temos que levar em conta a área do município é de 8.653 km2; somos o terceiro maior município em extensão territorial.
   Estou fazendo um diagnóstico do município, através de uma empresa, e já sabemos que temos cerca de oitenta e um mil hectares para serem explorados em áreas agricultáveis, que ainda não estão sendo explorados, por falta de infraestrutura de estradas e pontes. As pessoas não usam essas áreas porque sabem que não tem como levar os insumos e também não tem como fazer sair os produtos; a nossa arrecadação cresceu e em 2019, a média foi de 4,1 milhões ao mês, com tendência a crescer muito mais e, o grosso dessa arrecadação é em cima do que o município produz. Nesse ponto, existe uma falta de visão administrativa grande das últimas administrações, pois, podemos abrir essas áreas que devem ser exploradas, com isso, vamos aumentar a arrecadação, assim, aumentaremos o poder de investimento da prefeitura, para melhorar o padrão de vida da população.
   Qualquer pessoa aqui, sabe que Caiapônia precisa de uma Saúde de melhor qualidade, com um Hospital melhor equipado. O asfalto das vias públicas precisa de recuperação em quase cem por cento da cidade, porque depois dos mandatos do Lari e do Edinho – Edson Cabral –, não houve investimento nem mesmo em manutenção.
   Algo importante que podemos e devemos fazer, é mostrar no nosso potencial para o País, como por exemplo, participar da Technoshow, que acontece a cada ano em Rio Verde. Ela é a maior feira do centro-oeste de goiano, e está entre as três maiores do Brasil; dela, participam média de seiscentas e cinquenta empresas expositoras. O nosso projeto é também fazermos parte das empresas expositoras e mostrar a nossa realidade e o potencial do nosso município. Tenho certeza que fazendo isso, além de dar alguns incentivos, vamos atrair para Caiapônia, muitas empresas do agronegócio.
   Para se ter uma ideia, com essa área toda, em Caiapônia não tem um laticínio; Piranhas, que é nove vezes menor que nosso município, tem uma bela empresa de lactos instalada lá, gerando algo em torno de trezentos empregos, enquanto aqui, não se vê nenhuma ação do poder público, ao longo desses oito anos, com a intensão de trazer empresas desse seguimento, para Caiapônia.
   Temos duas áreas extremamente interessante aqui, que são dois complexos de armazenagem e secagem de grãos, que fica a seis quilômetros da cidade, ao lado do aeroporto. A prefeitura precisa adquirir uma área ali, para darmos como incentivo para uma grande empresa para o nosso município.
   Nós temos nas duas entradas de Caiapônia, para quem vem de Jataí e de Piranhas, que são áreas excepcionais para a instalação de pequenas e grandes empresas dessa natureza, que não produzem poluição ambiental e nem sonora.
   Então, o município precisa criar essas condições porque real potencial nós já temos, o que falta de verdade é uma ação do poder público e, quando fizermos isso, vamos sentir a riqueza do município sendo refletida na cidade.

   O Espaço – Com essas medidas, quantos novos empregos o município poderá geral?
   Júnior – Bem... posso dizer o seguinte: se fizermos esse trabalho dentro da Tecnoshow, poderemos trazer no mínimo dez empresas para Caiapônia, que poderão gerar entre cento e cinquenta e duzentos empregos.
   Já estou em conversação com algumas empregas, no sentido de se instalarem aqui. Entre elas, tem uma empresa que produz ração animal, que vai investir em Goiás, e tem grandes possibilidades de se instalar aqui e, em caso positivo, ela vai gerar em torno de cem empregos diretos.
   Temos também aqui, cerca de oitocentas famílias que fazem parte da agricultura familiar, incluindo a agricultura tradicional, que inclusive, faz parte do nosso diagnóstico. Essas pessoas estão vivendo aqui, em regime de agropecuária de subsistência e, precisamos inserir essas pessoas na agricultura de competição, e isso, a prefeitura tem condições de fazer isso. Nós queremos colocar uma secretaria especial, para trabalhar com essas pessoas. Inclusive, já estou recebendo assessoria para alavancar esse trabalho, aqui, para dar todo o suporte necessário, como, direcionamento de banco com recursos direcionados para os interessados, assim como assistência técnica.
   Vou citar só um exemplo, no caso do leite. Você pega uma comunidade e desenvolve um trabalho de uma bacia leiteira, porém, não para atender apenas um laticínio, mas para atender um projeto de transformação desse produto primário. Quer dizer, ocupar espaço na cadeia produtiva, montando uma pequena fábrica de lactos, produzindo iogurtes, queijos... também tem a criação de peixes, que já tem pessoas trabalhando nesse setor, porém, sem infraestrutura e nenhum apoio.
Se você consegue transformar esse ambiente, isso vai dar um resultado extraordinário na economia do município, porque parte dos resultados dessas empresas serão investidos na nossa cidade. 
  
   O Espaço – Além da produção, Caiapônia também tem potencial turístico. Falta ainda, lazer e esporte. O senhor tem algum projeto direcionado para esses setores?
   Júnior – Desde que eu entendo por gente, ouço essa estória de que em Caiapônia tem turismo, mas, na verdade, não existe nenhum trabalho por parte do poder público, no sentido de divulgar essa nossa potencialidade, que é um filão que não podemos dispensar. Assim, o turismo na nossa região receber na nossa gestão, uma atenção especialíssima. Temos gente e recursos para isso. Inclusive, vamos divulgar um calendário de eventos turísticos, que também vai mover a economia do município. Temos aqui o pessoal do ciclismo, que precisa de apoio; temos o pessoal do futebol, que não tem tido o que fazer, porque o a construção do estádio está parada. Mas, vamos trabalhar com um grande projeto esportivo para a juventude, que vai atingir até mesmo a área de saúde, porque quando você investe no atletismo para a juventude, você vai tirar esse jovem das práticas criminosas, como uso de drogas e muito mais.
   Eu falo das coisas ruins, mas, falo também das coisas boas. Foi inaugurada agora recentemente, a Praça da Juventude, com recursos do governo federal. Sempre passo por lá, à noite, e fico admirado de ver tantas pessoas com sede de praticar esporte em um local adequado. Pode-se ver as quadras lotadas, o pessoal do skate do outro lado e por aí vai... inclusive, temos ao lado dessa praça, um local fantástico para construirmos um centro esportivo. Eu tenho um compromisso e vou reativar e implementar tudo, principalmente, porque sei que o esporte é um agregador, tanto para a saúde quanto para a área social.

   O Espaço – O senhor tem mais alguma coisa para dizer?
   Júnior – Ainda gostaria de lembrar de dois povoados que temos aqui, que é o da Boa Vista e o Planalto Verde, que estão abandonados há oito anos. Nada de saúde, escolar, infraestruturas e estradas. Está uma vergonha. Também tenho o compromisso de colocar tudo para funcionar. Outra coisa, precisamos construir praças nesses povoados, com espaço social e local para a população fazer ginástica. Não conseguiram fazer nada, principalmente, no Planalto Verde, que responde economicamente muito bem para nós, por ser área de grande produção agrícola. Na boa vista, até hoje, os terrenos são da prelazia. Precisamos e vamos regularizar todos os terrenos do povoado.
   Por último, gostaria de parabenizar o município de Caiapônia, em nome da população, por mais esse aniversário e deixar explícito o meu compromisso, de resgatar a importância do município, porque há algum tempo, nosso município já foi de grande importância, tanto geograficamente quanto politicamente. Já tivemos deputados federal e estadual daqui; a Fundação Brasil Central, que foi a abertura do governo Getúlio Vargas, de desenvolvimento da Amazônia legal, partiu de Caiapônia. Este município já foi polo, e no entanto, estamos perdendo importância política, econômica e muito mais. Grande abraço para todo cidadão caiaponiense!

Transcrição:
Divino Ramos