SOLIDÃO E TOC
SOLIDÃO E TOC
A população brasileira está passando por uma transição da longevidade e cada vez há um desequilíbrio entre a população idosa e a população de jovens e adolescentes, com o equilíbrio das taxas de mortalidade e natalidade em patamares baixos e sobre os efeitos da alta na expectativa de vida, já se anunciam as estatísticas que há mais idosos entre 65 e 69 anos do que crianças de 0 a 4 anos. Estudos do Instituto Brasileira de Geografia e Estatística IBGE, apontam ainda que a maioria dos idosos aposentados dividem sua renda para ajudar filhos e netos mesmo os que moram sozinhos; com o episódio da pandemia anunciada com a invasão do novo CORONA VÍRUS que provoca a temida peste denominada COVID 19, esses idosos tiveram que ficarem isolados, principalmente os que moram sozinhos e com isto sofrem o castigo da solidão. (SOLIDÃO – estado de quem se acha ou se sentem desacompanhado, só, isolamento). Esse isolamento é doloroso e traz consequências inesperadas às pessoas que por um ou outro motivo o têm a cruzar o seu caminho, mesmo as pessoas que escolhem morar sozinhas quer seja idoso ou não, tem sua vida social ativa, já que encontram com os companheiros de trabalho, colegas de aulas nas faculdades e ou nos colégios, os idosos encontram as pessoas pelas ruas e nos pontos estratégicos para sua convivência e ao se sentir presos pela obrigatoriedade do isolamento, isto lhes cai à cabeça como se parte do mundo está desabando sobre si. Ao se sentir num beco sem saída desenvolvem involuntariamente uma doença psicológica denominada cientificamente como “transtorno obsessivo compulsivo TOC”, que manifesta de formas diferentes em cada pessoa indo desde uma pequena mania de repetir a revisão da fechadura da porta, até casos que lhes causam grandes prejuízos tanto do ponto de vista social como afeta a sua saúde física e metabólica (TOC Transtorno Obsessivo Compulsivo, um distúrbio psicológico de ansiedade; há pessoas que desenvolvem pensamentos que geram medo ou sensação de desconforto. Esses pensamentos desagradáveis, as obrigam repetir involuntariamente determinados rituais em busca de alívio da ansiedade e é este um dos principais sintomas do TOC). O isolamento forçado e a solidão os impõem dúvidas e dificuldades para assimilarem as informações, que aliás, na maioria das vezes nos chegam desencontradas, como por exemplo, no início da propagação do temível vírus que provocou toda essa guerra pandêmica, as autoridades de saúde desaconselhavam o uso da máscara sob argumento de que essa não traria nenhum benefício havendo inclusive renomados médicos e cientistas que alertavam que o uso da máscara poderia além de não trazer benefícios em relação a contrair a infecção poderia causar outros transtornos à saúde; logo em seguida passa não apenas ser recomendada mas obrigatória, isto nos cai à mente como se estivéssemos correndo de um enxame de abelhas de ferrão e nos atirássemos em uma touceira de espinhos de agulha ou então em cima de uma cobra peçonhenta. Percebemos que estamos todos perdidos em meio ao tiroteio sem alvo e que nem mesmos os maiores e mais renomados cientistas demonstram seguros em relação ao conhecimento dos riscos que estão postos à nossa frente. Enquanto uns dizem que o vírus não repete na mesma pessoa, outros anunciam a reinfecção, o que seria o anuncio de uma nova onda de pandemia; uns dizem que os riscos são mais anunciados para os idosos, enquanto nossos filhos adolescentes e jovens estão contraindo a doença e muitos perdem a batalha mesmo sendo tão jovem. Estamos na expectativa de uma vacina, mas, ao mesmo tempo nos vem a incerteza, já que desde 1878 foi descoberto o mosquito que causa a febre amarela, e ainda hoje não conseguiram o remédio para a sua cura, outro exemplo, a AIDS que não tem vacina nem cura; o mosquito da “dengue” que em 1762 foi denominado de culex aegypti cujo nome definitivo “Aedes Aegypti” em 1818, ainda não se conseguiram uma vacina contra essa doença que ceifa milhares de vidas todos os anos.





