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2019-02-16 08:46:00

MINAS, SEGUNDO DRAMA AMBIENTAL

MINAS, SEGUNDO DRAMA AMBIENTAL

     No dia 05 de novembro de 2015, no Distrito de Bento Rodrigues, Município de Mariana, Minas Gerais, houve o grande desabamento da barragem do Fundão de propriedade da Mineradora Samarco, controlada pela Vale e outra empresa multinacional; quando do rompimento causou enormes prejuízos ambientais com a morte de 19 pessoas e uma pessoa desaparecida que seguramente deve estar entre os mortos. Além do impacto ambiental causado pelo mar de lamas que provocou desertificação de uma área imensa, com as perdas de vidas humanas e de inúmeros animeis inclusive peixes, ocorreram grandes perdas materiais e morais causadas contra moradores do Distrito de Bento Rodrigues, bem como da Cidade de Mariana. Crime contra a vida da pessoa humana e crimes contra o meio ambiente, que ainda hoje ninguém foi condenado formalmente e, sequer os moradores foram indenizados pelas perdas materiais, que vai desde casas, mobiliários e tentos outros pertences; e como o crime compensa para muitos, principalmente para os ricos e com destaque aos avarentos compulsivos, o incidente volta a se repetir, quando no dia 25 de janeiro, de 2019, rompe a represa do Córrego do Feijão, em Brumadinho e agora com número imensamente superior de pessoas que perdem a vida vitimas da avareza dos donos da mineradora Vale e, seguramente com o aval de pessoas que recebem salários do erário público, oriundo do dinheiro do povo, para defender os interesses da coletividade, mas aderem à politica da avareza dos grupos dos bilhões. O material da represa de Bento Rodrigues, desceu atingindo córregos até o Rio Doce, que banha cerca de 230 municípios e chegou ao mar. Já a lama da represa do Feijão, danifica o Rio Paraopeba, cuja bacia hidrográfica banha 35 municípios e tem sua foz no Rio São Francisco. O Rio Paraopeba, tem uma extensão de aproximadamente 510 quilômetros e têm como afluentes os rios Macaúbas, Rio Camapuã, Rio Betim, Rio Manso, e o Ribeirão Azul.  Avareza por Lucro fácil – Karl Max, em sua trajetória de o pensamento econômico, pensamento sociológico filosófico sobre a exploração de pessoas (trabalhadores) em busca dos lucros foi incisivo nos seus discursos em deixar claro que na busca pelo lucro e pela acumulação do capital, o empresário ignora que haja pessoas na no envolvimento com a produção, importa, sim, para esses, que o lucro venha ainda que em detrimento de pessoas e provoque desequilíbrio ecológico e social. Proudhon em Filosofia da Miséria, em inúmeras afirmações declara sua preocupação quanto ao desequilíbrio da força econômica sobre o trabalhador, Max Weber, Outro filósofo se preocupa grandemente em relação ao desequilíbrio imposto do mais rico sobre o resto da população; Paul Tillich se mostra preocupado a ponto de dizer que o oprimido poderá perder seu maior bem, que é o orgulho do “SER”; Emile Drucker, considerado o pai da sociologia, não fala diferente dos outros quanto à exploração de o maior pelo menor. Por outro lado se abordado um desses homens cujo cérebro tão medíocre que somente se consegue pensar em dinheiro e fluidez de caixa, sobre o pensamento desses grandes homens, certamente dirão se tratar de meros teóricos ou loucos. Na linha de pensamento de o “mais valia”, expressão usada por Marx, em duras criticas em relação ao capitalismo, indicando a exploração capitalista dos trabalhadores, pois os salários pagos eram de tão pequena porcentagem do valor equivalente à produção; entretanto, essa pratica continua e com um grande agravo, que é a falta de condições ao trabalhador no sentido de preservar a sua integridade física e sua própria vida que está sempre em risco iminente diante de possíveis acidentes de trabalho, que na pratica se podem conferir verdadeiras tragédias anunciadas, assim, como ocorreu no acidente do Pavilhão da Gameleira, em 04 de fevereiro de 1971, em Belo Horizonte, em uma construção administrada pela empresa Sergen, serviços gerais de engenharia S.A, contratada pelo então governador Israel Pinheiro, que desabou matando 69 trabalhadores deixando uma multidão com ferimentos graves. Até hoje, ninguém foi preso ou sequer condenado; indenizações pedidas pelos promotores ainda correm em segredo de justiça.

Francisco de Paula Mesquita
Tecnólogo em Gestão de
Pequenas Empresas-Centro Franciscorv10@gmail.com
Bacharel em Teologia e pós-graduado em ciência da religião – ABECAR/SP;
Habilitado para o magisté-
rio matricula nº1767/86 DRT/GO; Técnico em agropecuária – IFGOIANO, Rio Verde GO; Tecnólogo em Gestão de Pequenas Empresas – Centro Paula Sousa SP